Capítulo VI
Helga impressionava pelo porte essencialmente germânico, desenvolvido entre o seu metro e setenta e cinco, e os radiantes olhos azuis.
O cabelo, enrolado em carrapito, representava a cereja em cima do bolo.
A indumentária era cuidadosamente preparada, sem repetições diárias, numa mistura bem conseguida entre o formal e o praticamente simples.
No trato, Helga mostrava-se à altura. Mulher decidida e de convicções fortes, tinha uma visão global das relações interpessoais como poucos.
Profissionalmente, uma "leveza de funcionamento" que a experiência lhe deixara ao longo dos tempos. Perceber-se-ia mais tarde que era muito próxima do director.
Miguel sentiu-se confortado com o que via. Uma lutadora, pensou.
No curto percurso que, porém, pareceu imenso, entre a sua sala e a sala do director, Miguel e Sucinta trocaram um daqueles olhares cumplices, inspiradores de confiança verdadeira.
Num percurso labiríntico, sairam do seu gabinete, viraram à esquerda, depois à direita, novamente à esquerda. Por fim, Helga deteve-se junto a uma porta à esquerda de um corredor.
Voltaram a ouvir-se os sons de metal na madeira. Do lado de dentro do gabinete, o silêncio.
Helga repetiu o toque.
- "Sim!"
O timbre da voz foi suficientemente forte para deixar ambos perturbados. Com receio, até.
Tinha chegado o momento de conhecer o director.
O cabelo, enrolado em carrapito, representava a cereja em cima do bolo.
A indumentária era cuidadosamente preparada, sem repetições diárias, numa mistura bem conseguida entre o formal e o praticamente simples.
No trato, Helga mostrava-se à altura. Mulher decidida e de convicções fortes, tinha uma visão global das relações interpessoais como poucos.
Profissionalmente, uma "leveza de funcionamento" que a experiência lhe deixara ao longo dos tempos. Perceber-se-ia mais tarde que era muito próxima do director.
Miguel sentiu-se confortado com o que via. Uma lutadora, pensou.
No curto percurso que, porém, pareceu imenso, entre a sua sala e a sala do director, Miguel e Sucinta trocaram um daqueles olhares cumplices, inspiradores de confiança verdadeira.
Num percurso labiríntico, sairam do seu gabinete, viraram à esquerda, depois à direita, novamente à esquerda. Por fim, Helga deteve-se junto a uma porta à esquerda de um corredor.
Voltaram a ouvir-se os sons de metal na madeira. Do lado de dentro do gabinete, o silêncio.
Helga repetiu o toque.
- "Sim!"
O timbre da voz foi suficientemente forte para deixar ambos perturbados. Com receio, até.
Tinha chegado o momento de conhecer o director.

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